Jornalismo Colaborativo nas eleições 2010

junho 24, 2010

Não há como negar a influências das mídias sociais no mundo, já que elas tomaram conta dos relacionamentos na web, e são cenários de ações comerciais, políticas, culturais, educacionais, ambientais, esportivas e de voluntariado. Na web, milhões de usuários de todo o planeta se mobilizam. As pessoas se conectam por afinidades que vão desde a gastronomia até a viabilidade de projetos coletivos e campanhas em prol do meio ambiente e de uma vida melhor. Um mundo de novidades nasce diariamente nessa teia virtual que une gente, ideais, valores, desejos, e, por que não, muito poder, já que as redes sociais têm raízes no coletivo e que o velho ditado “a união faz a força” é tão antigo quanto verdadeiro. Como a vida na internet é fundamentalmente colaborativa a liberdade de expressão reina solta e os anônimos ganham cada vez mais voz.

Apesar de muitos políticos brasileiros ainda não compreenderem bem o poder das redes sociais, são elas a ferramenta da vez em nossas próximas eleições brasileiras http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/divulg_cand.htm. Antenados dessa importância, os jornalistas Diego Casaes e Paula Góes criaram o projeto”Eleitor 2010” http://blog.eleitor2010.com/2010/04/24/eleitor-2010-transcendendo-o-poder-de-voto/ a partir da organização da aplicação de um software que permitirá aos brasileiros reportarem suas principais impressões sobre as eleições 2010. É o Ushahidi http://ushahidi.com/platform. A palavra, originada de idioma africano, significa “testemunho”. Criado por uma equipe internacional voluntária de desenvolvedores web, o programa vai permitir que o eleitor brasileiro que possui tecnologias de informação e comunicação, envie relatos como textos, fotos e vídeos sobre o andamento das Eleições 2010. Denúncias de fraude como boca de urna e comícios de candidatos, por exemplo, poderão circular na web. Com o Ushahidi será possível movimentar uma rede de voluntários e criar um cenário no qual o cidadão brasileiro poderá ir muito além do voto direto, puro e simplesmente. A ideia é documentar as perspectivas individuais de cada eleitor. Saber de suas expectativas, suas esperanças, fazendo com que cada indivíduo participe ativamente do processo das eleições.

Mídia cidadã – O projeto “Eleitor 2010” vai fazer circular nas redes sociais toda sorte de irregularidades relacionadas aos processos de campanhas. Com isso, Paula Góes e Diego Casaes pretendem: politizar os eleitores, fomentando o debate sobre as Eleições 2010; trabalhar a cidadania, fazendo do próprio cidadão o fiscal do pleito; conscientizar a população, despertando nela valores como a anti-corrupção, a democracia, a união e a liberdade de expressão; criar um observatório que sirva como um retrato das eleições construído sob a ótica do eleitor e educar, despertando o interesse dos jovens pela política.

VotoCerto – Criado pela agência de comunicação Piguara, especializada em campanhas eleitorais, o site www.votocerto.com é um banco de dados sobre as Eleições 2010. Nele, o eleitor pode conferir estatísticas, pesquisas e perfis de todos os candidatos às próximas eleições.

É, os políticos brasileiros que se cuidem, pois a força da internet e o caminho das redes sociais parece não ter mais volta. Aquele que acreditar nesse novo modo de se relacionar e souber aproveitar essa realidade, certamente vai largar na frente. A candidata a presidência Marina Silva, por exemplo, cujas origens remontam a movimentos sociais como o dos seringueiros do estado do Acre, tem esse perfil e já está gerando centenas de movimentos espontâneos de mobilização nas Mídias Sociais.

Por Cíntia Melo

Google: TV e Internet em um mesmo espaço

junho 16, 2010

TV Digital, TV Google, internet, “informação”, interatividade… Imagina a renda com publicidade que isso vai gerar ao gigante da internet? Assistir “sossegada” à novela ou ao futebol com aqueles intervalos comerciais convencionais vai virar coisa do passado. O negócio é vender, comprar e entreter. Ou será que é entreter mais para vender mais ainda?

No último dia 20 de maio, a gigante da Web, Google, de olho no mercado atual de quatro bilhões de espectadores (que representam uma publicidade de US$ 70 bilhões anuais) anunciou seu sistema “Google TV” dentro da conferência de desenvolvedores I/O, em São Francisco, EUA.

Durante a conferência, a Google reconheceu que ainda serão necessários alguns ajustes no novo empreendimento. “O sistema ainda carece de algumas funcionalidades.”

http://tecnoblog.net/25094/google-tv-empresa-lanca-plataforma-para-televisao/

O designer gráfico da Universo WAP, Márcio Santos, acredita que o sistema vai dar certo. Ele lembra que a Google firmou sólidas parcerias com Sony, Intel e Loitech e que a tecnologia atual poderá garantir o sucesso do empreendimento. A Google trouxe para a TV o seu Sistema Operacional Android http://www.universowap.com.br/android/, juntamente com o navegador Google Chrome.

Na prática, o usuário terá mais comodidade e facilidade na busca por programas de televisão ou pesquisas na internet. No caso dos esportes, será possível exibir, por exemplo, uma partida de futebol em uma segunda tela enquanto se confere resultados de outros jogos no navegador em primeiro plano. “A TV poderá ser um visualizador de fotos, um console de games, um leitor de músicas e muito mais”, diz Salahuddin Choudhary, gerente do Google TV, no blog oficial da empresa.

O “Google TV” poderá ser comercializado como um conversor similar a um sintonizador de TV a cabo e de se conectar a qualquer aparelho que tenha entrada HDMI. Outra opção será a compra de televisores com o sistema já acoplado.

O serviço oferecido pelo sistema “Google TV” não é nenhuma novidade. Cerca de dois anos atrás, a Proview já havia lançado o conversor XPS-1000 com funcionalidades similares de junção: internet e TV. http://wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2008/07/16/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=71878/em_noticia_interna.shtml. Em 2008, a Apple também lançou o “Apple TV” http://www.apple.com/appletv/.

Google e Apple concorrem, portanto, com produtos similares. O mercado está tirando do foco as discussões sobre TV digital, já que estes novos sistemas oferecem muito mais recursos. http://www.teleco.com.br/tvdigital.asp.

O “Google TV” tem previsão de chegando ao mercado americano no segundo semestre deste ano e o lançamento internacional está previsto para o ano que vem. Os valores, no entanto, ainda não foram revelados.

Google: TV e Internet em um mesmo espaço

junho 16, 2010

TV Digital, TV Google, internet, “informação”, interatividade… Imagina a renda com publicidade que isso vai gerar ao gigante da internet? Assistir “sossegada” à novela ou ao futebol com aqueles intervalos comerciais convencionais vai virar coisa do passado. O negócio é vender, comprar e entreter. Ou será que é entreter mais para vender mais ainda?

No último dia 20 de maio, a gigante da Web, Google, de olho no mercado atual de quatro bilhões de espectadores (que representam uma publicidade de US$ 70 bilhões anuais) anunciou seu sistema “Google TV” dentro da conferência de desenvolvedores I/O, em São Francisco, EUA.

Durante a conferência, a Google reconheceu que ainda serão necessários alguns ajustes no novo empreendimento. “O sistema ainda carece de algumas funcionalidades.”
http://tecnoblog.net/25094/google-tv-empresa-lanca-plataforma-para-televisao/

O designer gráfico da Universo WAP, Márcio Santos, acredita que o sistema vai dar certo. Ele lembra que a Google firmou sólidas parcerias com Sony, Intel e Loitech e que a tecnologia atual poderá garantir o sucesso do empreendimento. A Google trouxe para a TV o seu Sistema Operacional Android http://www.universowap.com.br/android/, juntamente com o navegador Google Chrome.

Na prática, o usuário terá mais comodidade e facilidade na busca por programas de televisão ou pesquisas na internet. No caso dos esportes, será possível exibir, por exemplo, uma partida de futebol em uma segunda tela enquanto se confere resultados de outros jogos no navegador em primeiro plano. “A TV poderá ser um visualizador de fotos, um console de games, um leitor de músicas e muito mais”, diz Salahuddin Choudhary, gerente do Google TV, no blog oficial da empresa.

O “Google TV” poderá ser comercializado como um conversor similar a um sintonizador de TV a cabo e de se conectar a qualquer aparelho que tenha entrada HDMI. Outra opção será a compra de televisores com o sistema já acoplado.

O serviço oferecido pelo sistema “Google TV” não é nenhuma novidade. Cerca de dois anos atrás, a Proview já havia lançado o conversor XPS-1000 com funcionalidades similares de junção: internet e TV. http://wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2008/07/16/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=71878/em_noticia_interna.shtml. Em 2008, a Apple também lançou o “Apple TV” http://www.apple.com/appletv/.

Google e Apple concorrem, portanto, com produtos similares. O mercado está tirando do foco as discussões sobre TV digital, já que estes novos sistemas oferecem muito mais recursos. http://www.teleco.com.br/tvdigital.asp.

O “Google TV” tem previsão de chegando ao mercado americano no segundo semestre deste ano e o lançamento internacional está previsto para o ano que vem. Os valores, no entanto, ainda não foram revelados.

Vídeo-entrevista com Marcos Takamatsu

maio 7, 2010

Que a velocidade da difusão das tecnologias de informação e comunicação está mudando a vida das sociedades contemporâneas não restam dúvidas. O que poderia levar horas ou mesmo dias agora pode ser feito em minutos.

Para citar um exemplo simples, se antes, agendar uma reunião de trabalho com fornecedores significava horas e dias a fio perdidos, hoje, é possível resolver a questão com mensagens instantâneas através do Twitter. É claro que para aproveitar essas facilidades e tornar isso possível é preciso fazer alguns ajustes em comportamentos e hábitos do cotidiano como estar conectado a internet e ligado a caixa de entrada e a timeline.

Apesar de todas as facilidades e muito comum a resistência das gerações mais antigas aos encantos das tecnologias. Parece que sentem falta da velha e boa conversa face the face. “Não consigo mais encontrar as amigas para jogar conversa fora como antigamente. Tudo tem que ser marcado com muita antecedência e é uma dificuldade conciliar as agendas de todo mundo”, diz Mônica Chaves, 50 anos, moradora de Belo Horizonte.

Para o jornalista Marcus Cardoso exemplos como o de Mônica lembra os resistentes à TV, quando na era do rádio; os resistentes ao celular, ao e-mail, à leitura de notícias na tela do computador. “Uma hora, todo mundo acaba se rendendo. Por necessidades práticas ou por precisar ser aceito em suas rodas”, avalia.

Segundo Cardoso o Twitter é uma das plataformas do futuro. E além de rede de relacionamento pode ser um feed de novidades, um “celular”, um messenger, um e-mail, um controlador/mediador de outros aplicativos/softwares e até ações no mundo offline.

Ele apenas faz uma ressalva quanto a maneira ideal de utilização da ferramenta. “Estipular regras é uma das crueldades do ser humano. É como perguntar se há maneira ideal de usar um carro. Há quem use só para ir ao trabalho ou só para passeios. No Twitter, é a mesma coisa. Tem aqueles que usam para “tricotar” publicamente, há quem use para se promover e tem aqueles que não tuitam nada, mas seguem todo mundo que fala coisas e novidades de seu interesse.”

Tecnologia e sociedade

maio 7, 2010

Que a velocidade da difusão das tecnologias de informação e comunicação está mudando a vida das sociedades contemporâneas não restam dúvidas. O que poderia levar horas ou mesmo dias agora pode ser feito em minutos.

Para citar um exemplo simples, se antes, agendar uma reunião de trabalho com fornecedores significava horas e dias a fio perdidos, hoje, é possível resolver a questão com mensagens instantâneas através do Twitter. É claro que para aproveitar essas facilidades e tornar isso possível é preciso fazer alguns ajustes em comportamentos e hábitos do cotidiano como estar conectado a internet e ligado a caixa de entrada e a timeline.

Apesar de todas as facilidades e muito comum a resistência das gerações mais antigas aos encantos das tecnologias. Parece que sentem falta da velha e boa conversa face the face. “Não consigo mais encontrar as amigas para jogar conversa fora como antigamente. Tudo tem que ser marcado com muita antecedência e é uma dificuldade conciliar as agendas de todo mundo”, diz Mônica Chaves, 50 anos, moradora de Belo Horizonte.

Para o jornalista Marcus Cardoso exemplos como o de Mônica lembra os resistentes à TV, quando na era do rádio; os resistentes ao celular, ao e-mail, à leitura de notícias na tela do computador. “Uma hora, todo mundo acaba se rendendo. Por necessidades práticas ou por precisar ser aceito em suas rodas”, avalia.

Segundo Cardoso o Twitter é uma das plataformas do futuro. E além de rede de relacionamento pode ser um feed de novidades, um “celular”, um messenger, um e-mail, um controlador/mediador de outros aplicativos/softwares e até ações no mundo offline.

Ele apenas faz uma ressalva quanto a maneira ideal de utilização da ferramenta. “Estipular regras é uma das crueldades do ser humano. É como perguntar se há maneira ideal de usar um carro. Há quem use só para ir ao trabalho ou só para passeios. No Twitter, é a mesma coisa. Tem aqueles que usam para “tricotar” publicamente, há quem use para se promover e tem aqueles que não tuitam nada, mas seguem todo mundo que fala coisas e novidades de seu interesse.”

De cara nova

abril 29, 2010

No mundo da estética, quando o assunto é beleza há jeito para tudo. Não há gordura, por exemplo, que resista a uma boa lipoaspiração, nem aplicação de botox que não seja capaz de despistar uma e outra marca de expressão. Se a vontade é de turbinar os seios, basta que se diga quanto de silicone se deseja e pronto. É fácil mudar por fora hoje em dia. Já por dentro…
O estadão colocou no ar no último mês de março, o resultado da reforma gráfica de seu site. A diferença não se deu somente no Estadão.com.br, mas se estendeu também a seu formato impresso. Os responsáveis pelas mudanças informam que as transformações refletem o novo conceito do veículo quanto à produção, edição de notícias e integração da equipe de redação, que terá que se aprofundar mais nas apurações das versões impressa e online. Na internet o veículo espera grandes furos de reportagem, já que no o “tempo” da notícia no espaço virtual é de segundo a segundo, de minuto a minuto.
Mas, será que as mudanças gráficas do Estadão atenderam às expectativas de quem as criou? Ou será que as alterações foram só estético-visuais, aparentes? Na avaliação do jornalista e professor do Centro Universitário Una, Jorge Rocha, a reforma online deixou a desejar. “A pedagogia proposta da leitura de notícias de forma mais pedagógica e as ferramentas de interatividade do site ficaram comprometidas. A revolução gráfica preconizada não aconteceu. As promessas de um veículo virtual mais inteligente na veiculação de informações, sem links interrompendo o leitor, por exemplo, se perderam. Acrescente-se a isso o fluxo de notícias redundantes”, conclui.
A estudante de administração Ana Paula Borges, usuária do Estadão.com.br, fiel ao formato online do Jornal, indaga se o veículo considerou a participação e a opinião prévia de seus leitores-interlocutores quando pensou o projeto da reforma gráfica. “Se somos o público-alvo, por que não temos voz? À primeira vista, o site está bonito, mas a navegação está muito confusa. Vai levar tempo para me acostumar”, desabafa.
Na nova fase, o Estadão aposta também nas editorias no formato de comunidades divididas por interesses como economia, política, futebol, tecnologia, etc. uma equipe de moderação foi criada para reforçá-las e para conter trolls. Ao todo, são 700 jornalistas trabalhando em diversas capitais do Brasil e do mundo. A ideia é conquistar leitores e expandir a interação. Sem mudar de corpo e alma parece difícil esse alcance.

Atropelos digitais

abril 29, 2010

Depois das evidências de que as estratégias de uso das redes sociais favoreceram a vitória do candidato a presidência dos Estados Unidos, Barack Obama em 2008, os políticos brasileiros se animaram. E a moda de utilizar o twitter para se promover pegou aqui em terra brasilis. Registros dão conta que mais da metade de nossos deputados federais têm perfil ativo no site de troca de mensagens.

Como 2010 é ano de eleição presidencial, os marqueteiros de campanha já estão preocupados com os impactos da internet. Por isso, andam especulando sobre qual a melhor estratégia para emplacar seus candidatos.
E não estão perdendo tempo. Já começaram a fazer uso das ferramentas virtuais para as eleições de outubro.

O poder das redes sociais é indiscutível. Agora, no caso dos políticos, saber como utilizar a seu favor essa alternativa para angariar votos é que são elas. Desde que entraram em cena no mundo virtual sobram erros ortográficos, gramaticais e muitos “micos”. Parece que eles vão com muita sede ao pote e se esquecem de conferir com seus assessores se o que estão teclando fala a favor ou contra a pessoa deles.

Vale a pena se preparar melhor para a utilização da tecnologia virtual, já que na internet a comunicação é instantânea e numa velocidade alucinante milhares de usuários ficam por dentro de todas as gafes que são cometidas. Outra falha dos políticos ao utilizar o twitter é que suas mensagens são limitadas. Eles ignoram, por exemplo, indagações mais aprofundadas de seus seguidores.

O Instituto Análise, criado pelo cientista político Alberto de Almeida, desenvolveu um departamento que controla os twitters dos políticos. Ao todo, duas dezenas de clientes, a maioria do PSDB, estão seguindo o exemplo de Barack Obama que deixou a cargo de uma empresa, a Blue State Digital, as atualizações de seu twitter, assim como a orientação e a responsabilidade da estratégia de sua campanha nas redes sociais.

As presidenciáveis Marina Silva (PV) e Dilma Roussef (PT) já contrataram consultores para coordenarem suas campanhas digitais. O candidato a presidência do Brasil José Serra, este preferiu embarcar no twitter por conta própria. E já está “treinando” há algum tempo. Lembram do desabamento do túnel que matou sete pessoas em São Paulo em 2007? Pois é. Vejam a mensagem dele no twitter na ocasião sobre o caso: “Antes que me soterrem de perguntas sobre o metrô… rs Tudo sobre o Programa Expansão, que vai quadruplicar a rede”.
Já Ciro Gomes saiu com essa no início do ano: “Visitei ontem 3 cidades do MA candidatíssimo a presidente!”
Melhor que os presidenciáveis fiquem de olho no que escrevem e na Justiça Eleitoral brasileira, que diz que as campanhas para as eleições de outubro só podem começar a partir do dia 5 de julho. Isso vale também para as digitais. Antes disso, a utilização da internet se restringe a divulgação de ideias e a promoção de debates.

março 18, 2010

As novas tecnologias estão decretando o fim do formato tradicional de produzir e veicular notícias. A novidade agora é montar jogos atrativos para divulgá-las. O novo jeito de fazer jornalismo, conhecido como Newsgames, mistura entretenimento, informação e criatividade na hora de informar.

“Os games tem papel importante no processo de transformação do ato de noticiar. Os jogos sociais de sites de relacionamentos, por exemplo, turbinam o ato de informar num ambiente voltado quase que exclusivamente ao entretenimento. Essa estratégia deveria ser mais usada pelos sites de notícia, já que em ambientes lúdicos de comunicação poderíamos informar o que interessa a jovens ciber-imersos e socialmente inseridos”, avalia Geraldo Augusto Seabra, jornalista, mestre em Comunicação, Estudos Midiáticos e Tecnologia e autor da Teoria dos Newsgames.

A notícia em forma de game (tradução do termo aqui no Brasil) surgiu por volta de 2003 no exterior e uma das primeiras publicações nesse formato saiu no El País, com o Play Madrid, lançado em 2004. No mesmo ano, para falar sobre a falta de fiscalização na importação de alimentos nos Estados Unidos o The New York Times também lançou mão dos newsgames com o jogo Food Import Folly.

Inseridos no universo da internet banda larga, com uso de agregadores de conteúdo baseados na tecnologia RSS, os jogos atraem usuários dispostos a se informar e ao mesmo tempo se divertir. Aqui no Brasil, a Superinteressante estreou nos newsgames quando publicou uma matéria de capa sobre máfia. A revista pretendia criar um conteúdo a mais, um extrainterativo sobre o tema e, para isso, aderiu ao Jogo da Máfia. O game foi montado a partir de informações apuradas pela equipe de reportagem e do conteúdo interativo didático elaborado para facilitar a compreensão do leitor. Quem joga, aprende como esse tipo de organização funciona e ainda se diverte com o passatempo virtual. “Conheci os newsgames a pouco mais de um ano. Sou adepto fervoroso e acho que é uma grande sacada para atrair o público jovem”, diz André Pereira.

Para Yuri Almeida, especialista em Jornalismo Contemporâneo e pesquisador do Jornalismo Colaborativo, apesar de alguns autores conceituarem a relação games e notícia como uma nova forma de se fazer jornalismo, atrair uma parcela da audiência, principalmente a do público jovem, e potencializar a interatividade junto aos leitores dos jornais é o foco central das experiências jornalísticas. “O que define jornalismo não é seu formato (rádio, TV, internet, papel), mas o conteúdo e as rotinas de produção. Utilizar a linguagem e o suporte de um game significa utilizar um novo meio para difundir informação a leitores que já nasceram apertando botões, interagindo com máquinas e ‘borrando’ cada vez mais

a fronteira entre o físico e o virtual. Para este público, o formato: manchete, lead e foto não é nada atraente”, explica Yuri.
Alguns jogos digitais feitos a partir de conteúdos jornalísticos já podem ser conferidos em plataformas on-line brasileiras, como: Superinteressante, Estado de Minas e Estadão. E, pelo andar da carruagem, a tendência é que surjam novos jogos nesse universo do novo jornalismo.

Do velho ao novo Jornalismo

março 4, 2010

Cíntia Melo

O Jornalismo convencional está com os dias contados. Mesmo tímidas e enfrentando impedimentos diversos, as mudanças nas mídias contemporâneas começam a acontecer estreitando a fronteira entre o antigo jeito de se fazer jornalismo e o novo modelo multimidiático. Nessa nova roupagem, o jornalismo produz informação utilizando vídeo, áudio, texto, imagens e ainda permite a interatividade. O grande desafio de profissionais, estudantes e das escolas de comunicação agora é conseguir se adaptar e acompanhar essas tecnologias.

A fala de Daniela Bertocchi, professora do curso de Jornalismo on-line das Faculdades de Campinas (Facamp), não bate com o posicionamento de Andre Deak, jornalista de mídias digitais há mais de uma década. Para ele, “os estudantes ainda não estão se preparando adequadamente”. Mas, ele não é cético. “Há salvação. Uns poucos já perceberam o quanto a boa preparação pode ser legal. Antigamente, o número de alunos conscientes era menor. Amanhã será maior”, atesta.

Quanto aos jornalistas formados há tempos atrás e que continuam atuando no mercado de trabalho, o problema maior que enfrentam é o da resistência. “Não consigo me acostumar a esse novo modelo de se fazer jornalismo. Só uso o Word e mesmo assim digito como se estivesse datilografando”, diz Hiram Firmino, 60 anos, jornalista e editor das revistas JB Ecológico e Ecológico.

Também reagindo contra, só que por outros motivos, estão os donos das empresas de comunicação. “Os gestores dos jornais brasileiros dizem que o maior obstáculo às novas mídias está no orçamento, mas acho que isso é mentira. Na verdade, é possível fazer  uso das multimídias sem o aumento de custos. O problema é que a ficha deles para essa modernização ainda não caiu. No Brasil, parece que estão esperando que o fim dos impressos esteja mais próximo para começarem a se mexer”, avalia Andre.

Outra, que assim como o jornalista digital, também utiliza e aprova as novas mídias na criação de informação é Mirna Tornus, jornalista e professora do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). “A multimídia é mais democrática e permite que pessoas com diferentes preferências de consumo midiático sejam contempladas. Sem contar que o profissional, ao contar uma história, pode fazê-lo explorando diversos recursos e ângulos, dando lugar a uma narrativa mais interessante, embora mais complexa”, comenta.

Mirna aprofunda e amplia a discussão, convidando-nos à reflexão quando diz que acredita que, essencialmente, o modo de se fazer jornalismo independe do meio ou da tecnologia empregados. “O imprescindível, no impresso ou na Web, é que a apuração seja feita com ética, ouvindo todos os lados envolvidos. E que a redação e o roteiro sejam bem elaborados”.

Hello world!

março 4, 2010

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