De cara nova

No mundo da estética, quando o assunto é beleza há jeito para tudo. Não há gordura, por exemplo, que resista a uma boa lipoaspiração, nem aplicação de botox que não seja capaz de despistar uma e outra marca de expressão. Se a vontade é de turbinar os seios, basta que se diga quanto de silicone se deseja e pronto. É fácil mudar por fora hoje em dia. Já por dentro…
O estadão colocou no ar no último mês de março, o resultado da reforma gráfica de seu site. A diferença não se deu somente no Estadão.com.br, mas se estendeu também a seu formato impresso. Os responsáveis pelas mudanças informam que as transformações refletem o novo conceito do veículo quanto à produção, edição de notícias e integração da equipe de redação, que terá que se aprofundar mais nas apurações das versões impressa e online. Na internet o veículo espera grandes furos de reportagem, já que no o “tempo” da notícia no espaço virtual é de segundo a segundo, de minuto a minuto.
Mas, será que as mudanças gráficas do Estadão atenderam às expectativas de quem as criou? Ou será que as alterações foram só estético-visuais, aparentes? Na avaliação do jornalista e professor do Centro Universitário Una, Jorge Rocha, a reforma online deixou a desejar. “A pedagogia proposta da leitura de notícias de forma mais pedagógica e as ferramentas de interatividade do site ficaram comprometidas. A revolução gráfica preconizada não aconteceu. As promessas de um veículo virtual mais inteligente na veiculação de informações, sem links interrompendo o leitor, por exemplo, se perderam. Acrescente-se a isso o fluxo de notícias redundantes”, conclui.
A estudante de administração Ana Paula Borges, usuária do Estadão.com.br, fiel ao formato online do Jornal, indaga se o veículo considerou a participação e a opinião prévia de seus leitores-interlocutores quando pensou o projeto da reforma gráfica. “Se somos o público-alvo, por que não temos voz? À primeira vista, o site está bonito, mas a navegação está muito confusa. Vai levar tempo para me acostumar”, desabafa.
Na nova fase, o Estadão aposta também nas editorias no formato de comunidades divididas por interesses como economia, política, futebol, tecnologia, etc. uma equipe de moderação foi criada para reforçá-las e para conter trolls. Ao todo, são 700 jornalistas trabalhando em diversas capitais do Brasil e do mundo. A ideia é conquistar leitores e expandir a interação. Sem mudar de corpo e alma parece difícil esse alcance.

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